Assalto


Polícia aperta o cerco a criminosos em Viana

2020-02-12 06:19:00

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Depois de o Na Mira do Crime ter denunciado a criminalidade que graça nalguns bairros do município de Viana, com maior realce para os Km 9, 12 e 14, a Polícia garante que os ‘amigos do alheio’ têm os dias contados, tudo porque os ‘homens da farda azul’ tudo estão a fazer para repor a ordem e tranquilidades públicas, bastante solicitada e desejada pelos munícipes que se vêem a braços com uma forte onda de criminalidade que os deixa refém em seus próprios bairros.

Por: Matias Miguel

Num rescaldo sobre a situação operativa no município satélite, o Na Mira do Crime, sabe que pelas 17 horas do dia 06 de Fevereiro de 2020 no Km 30 Viana, bairro da Briza, o jovem Domingos Loureço João, de 39 anos de idade, residente no mesmo bairro e rua, depois de terminada a jornada laboral, dirigia-se para casa, quando deparou-se com Neves Tulumbo, um meliante ‘famoso’ pelo registo de um número elevado de assaltos pela Policia Nacional.

Segundo informações de testemunhas oculares, o meliante efectuou dois disparos de arma de fogo ao ver os seus intentos frustrados, pelo facto da sua vítima ter apresentado as mãos vazias e dizer que não dispunha de valores monetários, exigidos durante o assalto.

Com poucas chances de sair a ganhar desta acção criminal, Tulumbo pôs-se a correr.
Mas a colaboração da população foi mais eficaz pois, com um simples telefonema, viu uma viatura policial em prontidão com agentes a quem descreveram as características do meliante o que facilitou a sua detenção, com a respectiva pistola de marca Makarov com seis munições no carregador.
Km 14 já respira de alívio

Depois de o Na Mira do Crime ter denunciado a 05 de Fevereiro do ano em curso as peripécias pelas quais passavam os moradores do Km 9, 12 e 14, em Viana, onde os assaltos a cantinas de cidadãos oeste-africanos e jovens moto-taxistas eram frequentes, bem como o recolher obrigatório impostos nestas paragens pelos ‘amigos do alheio’ eís que a Policia local desdobrou-se a repor a legalidade, aplicando a velha máxima: “enquanto os bandidos madrugam a Polícia não dorme”.

Nesta conformidade, de acordo com dados apurados pela nossa reportagem, quatro meliantes foram surpreendidos quando tentavam assaltar uma cantina nas proximidades do Colégio Rai, aliás, no mesmíssimo corredor onde as cantinas de ‘mamadús’ são alvos preferidos dos marginais, da qual a cantina do burkinabe Mussa foi uma das visadas.

“Os meliantes são provenientes do Município do Cazenga mas protagonizam as suas acções aqui e depois regressam as suas áreas de residência sem deixar rastos. Depois de uma acção de patrulhamento, no dia 01 do corrente mês detivemos três indivíduos que se dedicavam ao roubo de telemóveis, viaturas e assaltos aos motoqueiros”, explicou o Superintendente Greco, da sala Operativa da Divisão de Viana.

Segundo o oficial, na semana finda, na rua da Suave, um cidadão de nacionalidade portuguesa foi assaltado e os marginais levaram consigo um telefone de marca Iphone, dois cartões multicaixa e 20 mil Kwanzas.

“Diligências efectuadas pelas nossas forças, durante a perseguição, que foi facilitada pelo dispositivo de GPS instalado no telefone roubado, foi possível detê-los já no Município do Cazenga”, denunciou, para depois acrescentar que o português encontrava-se a bordo de uma viatura de marca Ranger Rover e os meliantes em duas motorizadas.

Por outro lado, o oficial garantiu que a Polícia recuperou ainda uma viatura de marca Hyundai I10, de cor branca com a chapa de matrícula supostamente falsificada, subtraída com arma de fogo.

“A referida viatura encontra-se na 12ª esquadra e durante a recuperação desta viatura foi possível também recuperar das mãos dos meliantes uma pistola, por sinal, a mesma que foi utilizada no assalto do dia 01 de Fevereiro, durante o assalto ao cidadão português”, sustentou, acrescentando mais adiante que existe um terceiro elemento, até agora, foragido com uma pistola.

“Trata-se do angolano Estevão Moreno Azevedo, de 28 anos de idade, residente na rua B do Tala-Hady. Este indivíduo era o comprador dos meios roubados e furtados e revendia estes meios no mercado dos Congolenses, Mas diligências prosseguem para a sua localização e posterior detenção”, garantiu.
Meios precisam-se

Não é a primeira vez, tão pouco será a última em que se fala da exiguidade de meios colocados a disposição dos efectivos da Polícia Nacional.
A olhos nu, é possível ver agentes da Polícia Nacional e os do Serviço de Investigação Criminal (SIC), estes últimos, mais propensos a entrar em confronto directo com
os meliantes sem coletes a prova de bala. Aliás, o uso de força prporcional ou maior aos ‘amigos do alheio’ dificulta a acção marginal e dá maior segurança aos agentes, pois os marginais usam armas de guerra, no caso, as do tipo AKM ou AK47, cujos canos na sua maioria são cortados.

Contactado a respeito, o Comandante Azevedo, da 46ª esquadra, deixou claro que é impossível fazer-se um patrulhamento eficaz sem os meios necessários disponíveis. Destes meios, sustenta, o realce recai para os rolantes, rádios e as condições básicas em si, para os mais variados tipos de patrulhamento que a Polícia efectua diariamente na realização da sua actividade.

“Quando não se tem os meios necessários nem sempre os resultados preconizados são alcançados, porque o meliante desenvolve as suas acções aí onde o patrulhamento não se faz sentir, ou seja, quando se apercebe que ali tem um Polícia ele contorna e vai para as áreas desprotegidas e aí não temos como efectuar uma perseguição”, salientou, garantindo que mesmo assim, a Polícia faz de tudo para ter o maior número de áreas protegidas e ter os cidadãos em segurança.