Política


215 mil professores e pessoal administrativo no desemprego

2020-07-31 08:11:00

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Pelo menos 215 mil funcionários, entre docentes e pessoal administrativo, ligados ao ensino privado, têm os contratos cancelados, pelo facto de os colégios estarem sem possibilidades de ter receitas, nesta fase de pandemia.

“Com o decreto ministe-rial 201/20 de 09 de Julho, que suspende o ano lectivo e consequentemente o pagamento de propinas, os colégios ficaram sem receitas”, disse, ao Jornal de Angola, o presidente da Associação Nacional do Ensino Privado (ANEP), António Pacavira.
Realçou que a maioria dos colégios está sem capacidade financeira desde Dezembro do ano passado.

Para se inverter o quadro, António Pacavira sugere, aos encarregados de educação, a prestação de um serviço não oficial, dentro do princípio da liberdade contratual, consagrada no Código Civil, “pois as crianças precisam de orientação pedagógica e didáctica, de forma a manter o saber”. “Não queremos que os nossos estudantes sejam como os do ensino público, sem qualquer orientação ou matéria há mais de quatro meses, pois, isso é uma violação aos direitos da criança”, disse o presidente da Associação Nacional do Ensino Privado.

Segundo António Pacavira, a ANEP está a receber vários abaixo-assinados de encarregados de educação, apelando ao regresso às aulas nos colégios, com as devidas medidas de protecção, de forma a manter um vínculo em que o aluno possa receber matéria, consolidar e fazer revisões, para preservar os níveis de aprendizagem. ANEP controla cerca de 180 mil professores do ensino primário e secundário, mais de 2.500 colégios e 1.089 centros infantis privados, onde funcionam mais de 33 mil cidadãos.

António Pacavira fez saber que dos 215 mil funcionários que têm os contratos cancelados um grupo pequeno vai trabalhar para ministrar aulas online, a pedido dos encarregados de educação.
A ANEP, acrescentou, vai, no próximo ano, reforçar os métodos de transmissão de conhecimentos via online.

C/JA